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domingo, 24 de agosto de 2014

Escola de Samba anos 20 saudades

Escola de Samba anos 20 saudades para muitos que já se foram fica o registro para nova geração saber
 o que era diversão verdadeiramente carnavalesca.
Os ranchos eram a maior atração do carnaval de rua, desfilavam na av. Rio Branco, e seus componentes eram oriundos da classe média, já a população mais pobre que não desfilava nos ranchos devido ao custo alto das fantasias, saía nos blocos e nos cordões, formada por negros oriundos da Bahia que moravam na região da Saúde, e se apresentavam principalmente na Praça Onze e arredores, ao som da batucada, um ritmo de origem africana, com elementos do candomblé.
Nessa época surgem os "blocos de sujo", que saíam durante o dia, esse nome se deve ao fato de que os integrantes iam direto do trabalho para o bloco sem tomar banho, os componentes usavam fantasias improvisadas, feitas de lençóis, e com máscaras parecendo caveiras (denominados Clóvis), e os blocos de sujo possuíam na abertura do desfile um grupo de foliões com máscaras de rosto de idosos, chamava-se cordões de velhos, isso seria o embrião das comissões de frente
das futuras escolas de samba.

Muitos homens se vestiam de mulher e mulheres de homem, e essa tradição de inversão de papéis sexuais no carnaval daria origem anos mais tarde ao bloco das piranhas, em que homens se apresentam vestido de mulher, ainda comum nos dias de hoje no carnaval dos subúrbios carioca.

As agremiações começam a se organizar. No Estácio, bairro próximo ao Centro do Rio de Janeiro, considerado o berço das escolas de samba, surge o União Faz a Força, cujas cores vermelha e branca era uma alusão ao América Futebol Clube, fazendo parte do União figuras da cultura popular como: Bide, Ismael Silva e Newton Bastos.

A batucada era acompanhado por instrumentos de percussão muitos oriundos da África e de seus ritos religiosos como o candomblé, sendo que muitos instrumentos eram improvisados de utensílios domésticos como o prato, frigideira e faca, até hoje usados nas baterias das escolas de samba, e também se usava instrumentos de corda como cavaquinho e violão, e também outros como chocalho e pandeiro.

Em 1928, o União daria origem ao Deixa Falar, cujas reuniões ocorriam em frente à Escola Normal (que hoje encontra-se na rua Mariz e Barros, na Tijuca),daí o batismo da nova agremiação como Escola de Samba. Hoje, a Deixa Falar é considerada a primeira escola de samba, apesar de haver dúvidas se ela realmente foi uma escola ou uma agremiação carnavalesca.

O samba, que na época já era um ritmo musical muito popular ganhava cada vez mais espaço nos salões de dança e no próprio carnaval, principalmente a partir de 1917, quando Donga registra na Biblioteca Nacional o samba Pelo telefone, sendo o primeiro samba gravado da história.

Porém na época, o samba se parecia com o maxixe, que era um ritmo muito popular naquela época. O grupo da Deixa Falar cria um novo formato de samba inventando um novo instrumento de percussão, o surdo de marcação, de autoria de Bide, que aproveitou um latão de manteiga de 20 kg, abriu os dois lados da lata, cobriu com um pedaço de papel de saco de cimento levemente aquecido e umedecido, preso por um grosso arame. Surgia o surdo de marcação que viria a ser o principal instrumento de marcação das baterias. Esse episódio foi apresentado por Rosa Magalhães em 1982, no inesquecível desfile da Império Serrano Bumbum paticumbum Prugurundum.

Foi Bide também que modificou a estrutura dos sambas que até então tinha uma letra improvisada, sendo que só o refrão era fixo, a partir dessa época o samba passa a ter a sua segunda parte composta.

Final dos anos 20 o carnaval popular se expandia por outras áreas da cidade, como o morro da Mangueira e seus arredores, onde apareciam blocos e cordões, revelando artistas como Cartola e Carlos Cachaça, dentre outros, com agremiações oriundas do entrudo, como as Guerreiros da Montanha e Trunfos da Mangueira, muitos deles eram rivais sendo comum as brigas entre seus componentes.
http://pt.wikipedia.org/
Foi em 1925 que Carlos Cachaça cria o Bloco dos Arengueiros que daria origem em 1929, Grêmio Recreativo Escola de Samba Mangueira, formada pela união dos Arengueiros com os vários blocos e cordões locais. Seu primeiro desfile ocorre em 1930.
Cartola é o responsável pela escolha da cores verde e rosa para o pavilhão da escola e o cantor Sílvio Caldas, amigo de Cartola, manda aprimorar o surdo de marcação, com corpo de madeira e usa couro de cabrito, dando de presente para a Mangueira, a figura do surdo se torna o símbolo da agremiação, e a bateria da escola se torna inconfundível por ser a única a tocar o surdo de marcação sem resposta, característica herdada dessa época.




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